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Artigo

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Quem somos nós? Como chegámos aqui? Como devemos viver? Qual é o nosso propósito?

Estas perguntas são importantes. Pois não podemos ter uma existência plena e saudável sem saber a nossa origem. Sem compreender a origem e propósito da nossa existência.

Em contraste com as várias teorias e histórias de como foi que viemos parar aqui à Terra, a visão bíblica continua a ser, até hoje a explicação mais racional, esperançosa e prática para a origem e o propósito da existência humana.

 

Conforme visão bíblica não somos simplesmente uma conglomeração acidental de químicos arranjados ao acaso. “Criou, pois, Deus o homem à sua imagem”. Biblia.

Não entrando em pormenores posso dizer com toda a certeza, que somos a criação mais bonita e perfeita que existe na terra.

As Escrituras ensinam o que alguns chamam “uma totalidade integrada”, a ideia de que todos os aspectos do ser humano – físico, mental, e espiritual – formam uma só unidade e que uma não existe sem a outra. Também salienta-se o outro aspecto – social. O ser humano não pode viver só.

Esta visão, que enfatiza a realidade e importância de todos elementos da nossa humanidade, torna-se especialmente vital na procura da saúde, da cura e da felicidade. A saúde inclui cada faceta do nosso ser. Porque saúde e nada menos do que o conjunto do bem-estar físico, mental, social e espiritual do ser humano Muito mais do que a ausência de doença, ela envolve a nossa mente, as nossas emoções, o nosso corpo e a nossa natureza espiritual e nossos relacionamentos com outros seres humanos.

 Hoje a ciência médica comprova, que qualquer alteração numa das partes pode provocar distúrbios nos outros, perturba toda a pessoa.

O  “bem-estar físico” pode ser definido como o estado do nosso corpo. Aqui podemos falar de ausência de doença. A presença de doença grave pode provocar alterações em outras partes do ser humano. Doenças como o cancro ou uma doença infecciosa como a tuberculose ou HIV podem provocar a depressão ou levar a pessoa ao isolamento. As actividades que fortalecem o nosso estado físico também podem influenciar o estado mental. Por exemplo a prática de exercício físico contribui para a diminuição dos sintomas depressivos.

O “bem-estar mental” ou saúde mental é um termo usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional. Hoje em dia, perturbações psicológicas como a depressão e a ansiedade começam a ocupar o primeiro lugar entre os problemas de saúde, e “… tornaram-se na principal causa de incapacidade e uma das principais causas de amovibilidade e morte prematura, principalmente nos países ocidentais industrializados.” Programa Nacional Para a Saúde Mental – Orientação Programática (www.dgs.pt).

Do nosso bem-estar também depende o nosso estado físico. “O corpo fraco torna-se ainda mais fraco em condições de desespero e depressão. Os mecanismos de recuperação e reabilitação natural, incorporados no organismo do ser humano conseguem realizar-se completamente, não tendo como obstáculo a atitude negativa do individuo.” (Norman Cousins, The Healing Heart: Antidotes to Panic and Helplessness, (W. W. Norton&Co,1983) p.222. Todos sabemos também que o stresse com os problemas financeiros ou a perda de uma pessoa querida pode se tornar num fator desencadeante de um enfarte ou AVC. 

Cada vez mais os problemas de saúde aparecem devido a problemas ligados ao relacionamento com outras pessoas. Por outro lado um relacionamento favorável com aqueles que nos são próximos traz-nos conforto.

John Cacioppo, professor de psicologia da universidade de Chicago e autor do estudo que envolveu mais de duas mil pessoas com mais de 50 anos, afirma que a sensação de isolamento pode interromper o sono, elevar a pressão arterial, aumentar o hormônio do stresse e alterar o sistema imunológico. Ele também afirma que o sentimento de solidão aumenta o risco de morte prematura em idosos em 14%, o dobro do risco causado pela obesidade.

O facto de se morar só, bem como a ausência de amigos são aspectos que estão relacionados à depressão.

A importância de parte espiritual é reconhecida como “… uma necessidade essencial, com efeitos relevantes na relação com o sofrimento e a doença, contribuindo para a qualidade dos cuidados prestados.” (Decreto-Lei 253/2009).

Há indícios suficientes disponíveis para se afirmar que o envolvimento religioso habitualmente está associado a uma melhor saúde mental. A influência da religiosidade/espiritualidade tem um demonstrado impacto em potencial sobre a saúde física, definindo-se como possível factor de prevenção no desenvolvimento de doenças em populações sadias, e eventual redução de óbito e de diversas doenças.

O nosso organismo funciona como uma unidade física, mental, espiritual e social de acordo com a OMS quando diz que “…a saúde é o completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de enfermidade.” Também vimos que existem relações íntimas entre os aspectos físicos, relacionais, o comportamento espiritual, o manejo do stresse, etc.

A nossa existência é um milagre e a nossa vida uma dádiva preciosa (pergunte só a alguém que está a perdê-la). E, como acontece com todas as dádivas preciosas, temos de a apreciar e cuidar dela, o que inclui fazer o melhor que possamos para desenvolver e manter os componentes físicos, mentais , sociais e espirituais do ser humano. Somos administradores do dom da vida. Não há dádiva mais preciosa nem tarefa mais importante do que viver uma vida de saúde abundante, deixando ao nosso Criador o resolver o problema da morte, que infelizmente ainda existe.